Blogmoças


Estranhas dependências
O Eduardo P.L. publicou este texto lá no Varal de Idéias :

" BLOGMOÇAS : A portrait "Com esse título a S. do meu favorito (nOn) Blog postou esta imagem de velhos designs, com uma declaração de amor a essas moças!

Li recentemente a Biografia de TIM MAIA por NELSON MOTA, e ele conta a passagem do Tim que morria de medo de avião, e só conseguia voar completamente" bauretizado" e alcolizado, pede um copo com gelo para a AEROMOÇA e esta se nega a dar dizendo que era proibida bebidas alcóolicas durante o voo! Ele inconformado, bate boca com a AEROMOÇA e ao final pergunta: Você trabalha a muitos anos como Aeromoça?-Ela responde: Sim, fazem mais de 12 anos!-Então você é uma AEROVELHA!!! "

"A partir deste post, me lembrei da história de um conhecido que por razões profissionais era obrigado a viajar muito e também tinha pavor de voar, então enxugava todas dentro do avião. Quando deixaram de servir uisquinhos à bordo, para criar coragem passou a tomá-los antes de embarcar. Isso provocou uma estranha dependência. Se estava em alguma festa ou algum boteco e tomava seus drinks, na saída, pegava seu carro e sem perceber ... ia para o aeroporto."
Peri, do Armazém do Peri S.C.

"Ótima, Peri!
Mas não era PILOTO, não?
Hahaha.
Ótima!Agora completou a postagem!
E isso me da uma idéia:( aliás, não é minha, é da Sofia do (nOn)blog, porque não contar uma historinha como essa, e deixar as pessoas contarem similares, como essas?
Não é propriamente dar seguimento "livre", ou Nonsence.
Dar seguimento com outro "causo, ou piada como essas da Aeroblog!
Fica a sugestão!
Dificil arrumar uma que de continuidade longa! Tirando histórias do tempo de escola do Joâozinho!"
Eduardo P.L.

peri s.c. disse...

Eduardo,


Não, não era piloto, se pusessem um manche na mão dele era capaz de se borrar.
Mas um dia o Estadão publicou uma reportagem, sobre medo de guiar automóveis e acharam um comandante de DC-10, que tinha pavor e nem carta carta de motorista.Quanto à sua sugestão você conhece um livrinho chamado "Pega prá Kaput" com capítulos escritos alternadamente pelo LF Veríssimo, Moacyr Scliar, Josué Guimarães e Edgar Vasquez ? Hilário.

Eduardo:
Peri,
se fosse PILOTO, quem " se borraria inteiro" seriam os passageiros!

Dos comentários do Armazém:

Fernando Zanforlin disse...
O Peri, eu vi uma vez esse cara numa festa, ele chegou com uma mala em cada mão. Quando perguntado o porque das malas, êle dizia que era para não beber além dos limites senão perdia as malas.



Fernando
Devem existir muitos tipos, com e sem malas, que se encaixam no perfil.O Luís Fernando Veríssimo tem uma série de crônicas sobre esse negócio de medo de avião, maravilhosas.
Peri S.C.

Adelino disse...
Peri, apesar do "Samba do Avião" outro famoso que morria de medo de voar era Tom Jobim. Tinha curiuosos fatos pra contar.
Grande abraço

peri s.c. disse...
Adelino
e tem o Vinícius, o Niemeyer, tantos.Avião decididamente não é uma unanimidade.abração

GUGA ALAYON disse...
Medo mesmo eu só tenho da TAM. ahahaha

ery roberto disse...
É, mas "foi por medo de avião que pela primeira vez eu (Belchior) segurei na sua mão..."

peri s.c. disse...
Guga
Já contei isso em algum post antigo. Uma vez perguntei para um antigo mecânico de aviação que trabalhou no Campo de Marte e que vivia viajando pelo Brasil para ir arrumar/buscar aviões quebrados, se não tinha medo. A resposta : não tenho medo de avião, tenho medo de piloto.

peri s.c. disse...
Ery
Acho tão chata essa música que o Belchior deveria fazer uns três pousos de emergência como pena por tê-la composto.

Fernando Zanforlin disse...
Grande, Chapa, mesmo, essa aconteceu comigo.Estava naquela praça entre a Faria Lima e a Av. "Cidade jardim" quando a pareceu um bebum daqueles e me perguntou.
- Pra que lado é o aeroporto?
Cocei a cabeça e pensei como vou explicar pra esse cara?
Nisso passou um avião, olhei pro céu e disse.
- Oh meu, segue aquele avião.
O cara agradeceu sai trocando as pernas e foi atrás do avião.
Isso aconteceu comigo.

disse...
Era o ano de 1994...Férias, crianças todas...Destino, Disney...
Võo da American Air Lines,lotado de pessoas conhecidas..
Sabíamos que a bordo estava também um casal de amigos em comum em uma nova relação muito comentada na época...
ela linda e jovem ..ele... fugindo, com ela !
De repente...Uma pane no motor ...o Pânico foi geral as aeromoças tentando nos acalmar...o piloto avisa pelo alto falante que temos que voltar para o Rio de janeiro..tínhamos decolado há apenas alguns minutos...
o "Fugitivo" se levanta e correndo pelos corredores grita pedindo encarecidamente que o avião fosse para qualquer lugar menos para o Rio...pois sua "mulher"figura carimbada do society carioca estaria na pista esperando por ele para"matá-lo"
...sua vida estaria arruinada ...a gargalhada foi geral...distraidos por isto, com as aeromoças o obrigando a sentar-se mal sentimos o avião pousar... graças a Deus sem susto e sãos e salvos...nós
... ele..., acho que está correndo até hoje.

Por falar em aeromoças, me lembro da historia da alemã, brava e respeitadíssima chefe geral das aeromoças da TAM, ainda no tempo do Comandante Rolim, em que a empresa era um modelo de eficiência e cortesia. Outros tempos!
Pois bem, eu morava num hotel em Ribeirão Preto, onde trabalhei. A noite jantava com as tripulações da companhia, que fazia o pernoite nessa cidade. Fiquei muito amigo delas e conheci essa chefona respeitadíssima! Na presença delas as meninas eram outras! Uma generala. E detinha o poder de acabar com a carreira de qualquer umas das aeromoças!
Passados uns anos, tive que contratar uma secretária para meu pai, que já idoso, estava sendo roubado por um gerente, no qual depositava inteira confiança. Coloquei um anúncio em jornal e entre muitas candidatas se apresentou nada mais nada menos que a alemã chefe temida das aeromoças! Havia saído da TAM e tinha exatamente o perfil que eu procurava. Contratei.Passados uns meses, e sem que ela conseguisse apanhar o gerente em nada ilícito, minha mãe entra de supetão numa das varandas da casa, e pega o gerente na rede com a sisuda secretária.
Me perguntarão, seu pai aí despediu os dois? Ele era casado e a esposa e filhos moravam a poucos metros dessa varanda. Um escândalo.

Não.
Ele despediu a a ex-aeromoça e o gerente continuou roubando como dantes! Histórias de aeromoças! Hoje são comissárias de bordo!
Eduardo P.L.

peri s.c. disse...
Numa destas andanças e voanças profissionais, lá pelos lados do Centro Oeste do Brasil, entrei no pequeno avião de 12 passageiros, de linha regular, para uma viagem de 2 horas e meia. Atrasado, quase perdi o voo e a cerimônia de entrada no avião que, apertadinho, nem tinha porta para a cabine dos comandantes, só uma antepara para escondê-los um pouco, deu para ver e fotografar o piloto lendo calmamente seu jornal durante a viagem.Na volta, peguei o ritual completo : o co-piloto no pé da escada de 3 degraus, nos recepcionando : " benvindos à bordo, neste isopor no piso atrás da última poltrona, águas e refrigerantes, nesta portinha à direita ( meio que camuflada ) o sanitário." Não me contive : " Sanitário! aaah, então tem,não percebi quando vim." Ele baixinho responde : " tem, mas p-o-r f-a-v-o-r, só utilize em caso de extrema necessidade, ele não aguenta muito uso ".


Um amigo meu, empresário importante, numa de suas últimas viagens para o exterior, ao chegar na primeira classe, onde era seu acento, notou uma linda jovem sentada ao seu lado. Assim que o avião decolou, virou-se para ela e se apresentou:
-Meu nome é M.B.F, e o seu?
Antes que ela respondesse emendou:
-Não fica bem passarmos a noite juntos, sem saber nem o nome....

Eduardo P.L.

claudio boczon disse...
Numa tirinha de jornal antiga:

A professora de catequese pede aos alunos que desenhem a fuga da Sagrada Família para o Egito.
Daí um piá desenha um avião sobrevoando o deserto com Jesus, Maria e José como passageiros e mais uma figura, de quepe, na janela da frente.
Quando a professora elogia a interpretação atual do fato e pergunta quem é o personagem adicional, o guri responde:
"esse é Pôncio, o piloto"
Sonia disse...
Contra o meu medo de andar de avião nenhuma estatística que mostre a sua segurança resolve... Me consola esse texto do escritor Henry Miller: (...) O homem foi feito para andar na terra e singrar os mares, a conquista dos ares foi reservada para um estágio posterior de sua evolução quando tiver desenvolvido asas de verdade e assumido a forma de anjo que é em essência".
1 de Abril de 2008 09:13


claudio boczon disse...
Pegando o gancho da Sonia, não lembro qual dos caras da bossa-nova disse que não gostava de avião porque:- é mais pesado que o ar;- tem motor a explosão e- foi inventado por brasileiroe que só voaria quando avião batesse as asas.se é que a memória está me traindo e foi outrem quem disse isso.
1 de Abril de 2008 09:51


peri s.c. disse...
Boczon
Essa frase é do Vinícius de Morais.

peri s.c. disse...
Primeira vez em Campo Grande, uma prima de Mme. Peri chega para mim :
" - Você não que conhecer o Pantanal ? Meu marido alugou um avião e amanhã vai visitar cinco fazendas para decidir se compra uma delas. Aproveita, eles vão voar por todo o Pantanal , vai ser um passeio ótimo.
"Eu conhecia muitas histórias dos aviões e dos malucos que voam na Amazônia, garimpos, Pantanal. Puxei de lado meu cunhado e pedi para ele investigar direito a história de avião alugado.
Voltou logo, sorridente :
" Pode ir tranquilo, o Chico contratou o V.P., o melhor piloto aqui da região, conhece tudo como a palma da própria mão, e o avião dele é ótimo , tem até ... rádio. "


LUIZ SANTILLI JR. disse...
1966 Rio de JaneiroNunca havia andado de avião.Estava no Rio em viagem de "lua de mel".A viagem de ida foi um terror, com meu fusquinha!Marilena intimou: voltaríamos de avião ou eu voltaria só, ela de avião!Tinha pavor só de pensar no avião.-"Tá, vamos de avião, mas você vai ao aeroporto e decide tudo, hora e companhia!"Voltamos de Viscount, turbo-hélice novinho da finada VASP.Eu suava gelado, sentado acuado no banco, ela na janelinha, amava avião. Só não foi aeromoça por conta da birra da mãe, preconceito!A aeromoça, tão logo o avião levantou vôo, deve ter percebido que eu estava à beira de um colapso, e me ofereceu o Estadão, ao qual enterrei os lhos.Passados cinco minutos, vôo já estabilizado a Marilena vira para mim e diz:"Você agora lê jornal com ele de ponta-cabeça?"Porém cinco anos de Brasília, vindo duas vezes por mês a São Paulo, me fizeram um grande "voador"!

Santilli


GUGA ALAYON disse...
Eu poderia contar sobre as 4 vezes que caí de avião, mas estou sem tempo......
e o primeiro de abril acaba daqui a poucas horas.Fica para outro tema então.abçs
1 de Abril de 2008 15:16

ery roberto disse...
Contavam dois amigos, com os quais trabalhei durante alguns anos e que viajavam freqüentemente a serviço, que no aeroporto combinaram uma sacanagem tão logo ouvissem a mensagem da tripulação. Eles estavam um tanto "mamados", digamos.


Embarcados, fingindo não se conhecerem, um sentado lá no fundo, outro cá quase sobre as asas, veio a transmissão:
"Senhoras e senhores, benvindos à bordo. Este é o vôo 'XYNX' da 'cia tal', com destino a Brasília. O comandante Xavier e sua tripulação...
"O de lá do fundo levantou gritando
- "Comandante Xavier????!!!!! Não!!!!
O de cá da frente também levantou e já foi perguntando:
- "Comandante Xavier!!! Você também estava naquele vôo pra Recife? Meu Deus! Nãããããooooooooo!!! Quero descer, eu não vou passar tudo aquilo de novo, socorro!!!
Os passageiros começaram a se agitar, foi um grande rebuliço, e não fosse a rápida intervenção de um comissário boa praça que tratou de acalmar os ânimos, depois de ficar sabendo que tudo era brincadeira, a decolagem teria sido suspensa e meus dois amigos certamente teriam ficado na Polícia Federal.
Coisas de quem acha que viajar de avião é motivo pra beber todas no aeroporto.
1 de Abril de 2008 17:32
Eduardo P.L. disse:
Ao contrário do que disseram alguns, que o álcool esta relacionado à facilidade de se conseguir voar, eu não bebo por conta do avião.Nunca precisei beber para andar de avião. Ao contrário, sempre gostei muito desse meio de transporte! Numa época da minha vida, instrumento de trabalho. Não como piloto, que desisti do curso muito cedo! Mas como passageiro. E foi num desses vôos num teco-teco, monomotor, que ao tentar decolar de uma pista de terra, no meio da mata, no Pará, o piloto bateu a ponta da asa numa árvore. Lá ficamos, dois dias a espera de um resgate, que só veio pelo rio. Nessas noites no meio da selva amazônica, às margens do rio, fomos devorados por mosquitos da malária. Muito doente, consegui me curar, mas as marcas no fígado me fizeram um péssimo bebedor! Daí, o AVIÃO ter sido a causa de minha abstinência alcoólica daí para frente!
E não é primeiro de Abril, apesar de ser dia 1º.....

peri s.c.
deixou um novo comentário "Blogmoças":
O pavor do Vinícius de Morais tem uma razão sólida : ele estava num DC-3 ( um antigo bi-motor à hélice ), que fez um pouso de emergência e quando o avião bateu na pista, soltou-se a hélice do motor. Ela foi jogada para dentro da cabine e cortou no meio o passageiro que estava exatamente na frente do Vinícius.
Adelino disse...
Eduardo, vamos lá, e é real mesmo:"O nosso professor de Literatura passou a aula toda falando de Gabriela Mistral. No final da aula, pediu que fizéssemos para entregar na aula seguinte um trabalho sobre ela. Um colega nosso, muito distraído, escreveu duas páginas sobre "o grande 3educador chileno GABRIEL AMISTRAL..."Grande abraço
1 de Abril de 2008 22:31


Eduardo disse:
Como hoje não é mais 1º de Abril, quero relembrar aquela cena MAGISTRAL do cinema da década de 40/50 , onde o CANTINFLAS, para quem não sabe um humorista Mexicano(
Fortino Mario Alfonso Moreno Reyes) , fazia o papel de comissário de bordo de um DC3, com aquelas cortinas separando a cabine do piloto da área dos passageiros!O comandante chama o Comissário que entra na cabine de comando, fechando atrás de si a cortina.Piloto:
-"Avise, mas com todo o cuidado, mas com muito jeito, para que os passageiros apertem os cintos! Nosso avião esta em pane, e vamos cair!"
Cantinflas volta . Fecha atrás de si a cortina e solenemente avisa:
- "Senhores passageiros, apertem os cintos de segurança, ... não é por nada não,... apenas para que não se espalhem os cadáveres!".
Adelino disse...
Eduardo, agora sim, entendi o "esp�rito da coisa", o tema � medo de voar.

Vou contar uma verdadeira.
T�nhamos um amigo quase adolescente ainda, que viajaria de avi�o para S�o Paulo, local em que prestaria o vestibular para a USP.Nunca tinha entrado num avi�o. Fomos lev�-lo ao aeroporto. Ele tremia.
Para anim�-lo, informamos que o Dr. Praxedes, um influente industrial da cidade ia tamb�m fazer o mesmo v�o. Aconselhamos que ele se sentasse na poltrona ao lado do Dr, um veterano nessas viagens, cheio de confian�a. Tudo bem, o avi�o levantou v�o.
Na vez seguinte, quando o vimos novamente perguntamos se tinha sentido algum medo j� que viajar aoa lado do Dr. Praxedes. E ele:
- Que nada. Foi pior. Quando o avi�o come�ou a correr pela pista, ele meteu a m�o no bolso, tirou um ter�o e come�ou a rezar em volta alta... Eu fui quem o acalmou...
Grande abra�o, Eduardo.

Maria Augusta disse...Este foi um fato real que aconteceu há alguns dias (ainda bem, assim posso contá-lo aqui). Um avião das Linhas Aéreas do Vietnã estava chegando em Paris vindo da cidade de Ho Chi Min. Quando se preparava para aterrissar, o alto-falante anunciou que havia um problema técnico e eles iam fazer um pouso de emergência. Os passageiros deveriam todos se colocar em posição para isto. O pânico se espalhou e entre preces e gritos, viram o avião se aproximar da pista e pousar suavemente. Aliviados, perceberam que as aeromoças e os passageiros não franceses haviam enfrentado tudo com muita fleugma, pois nem entraram em pânico. A explicação : não havia problema técnico nenhum, houve um engano na gravação sonora em francês, que não foi percebido pela tripulação que não conhecia esta língua. Como ela era pré-gravada, eles se enganaram no momento de passá-la...e agora vão te que desembolsar uma bela soma para compensar os danos psicológicos causados pela "brincadeira". Pois alguns acham que foi uma brincadeira pois foi na véspera de primeiro de abril!
3 de Abril de 2008 14:01
Claudio Boczon :
CHEFE É CHEFE.
Um guarda-noturno trabalhava numa empresa especializada em lapidação de diamantes.Uma manhã ele contou a seu chefe um sonho que tivera na noite anterior.
Disse que o avião que ele viajaria com destino à Rússia sofreria um acidente e, em conseqüência, todos os passageiros morreriam.
Seu chefe, jovem executivo, dinâmico e empreendedor, tinha verdadeiro pânico de aviões. Assustado com a informação do empregado, decidiu cancelar o vôo. Três dias mais tarde, leu nas manchetes dos principais jornais que aquele avião caíra no mar e, até o momento, não havia notícias de sobreviventes...! Imediatamente chamou o guarda-noturno, mostrou a notícia do jornal, agradeceu efusivamente pelo aviso que lhe salvara a vida e, a seguir, sem nenhuma explicação, despediu-o da companhia.
O guarda não compreendeu porque tinha sido despedido depois de salvar a vida do seu chefe. Pergunta:
- Por que o guarda foi mandado embora?
Resposta:O empregado era guarda-noturno. Se teve um sonho à noite, é porque estava dormindo em serviço...!
Conclusão:Chefe é chefe .. por melhor que você seja e por mais que você faça, você nunca agrada.
DEIXE O CHEFE MORRER... !!!
Expresso da linha :
VIAGENS NA TERRA DO OI
Você chega em Salvador da Bahia e vê logo que foi enganado.Primeiro eles não falam português. Experimente uma frase banal: "Desculpe, sabe-me dizer onde posso tomar um bom pequeno-almoço?". Resposta: "Oi?" Tente novamente, com delicadeza: "Olhe, por favor, diga-me onde posso tomar uma chávena de chá?". Resposta: "Oi?".Mas a mentira continua. Você chama um táxi e pede para ir ao Largo José de Alencar. O motorista, embora com 30 anos de experiência urbana, não sabe e vai lhe dizer: "Oi?". Aliás, ninguém sabe e, no entanto, é o largo mais conhecido da Bahia, o famoso Pelourinho!Pior, você chega no Pelourinho e ele não está lá!!! Ninguém tinha dito p'ra você, né!Ali onde ainda hoje ecoam os gritos dilacerados dos escravos torturados. Ali onde o basalto negro reflecte ainda o sangue vertido pelos negros cativos. Ali onde agora moças elegantes tropeçam nos saltos altos ao som de batucada para turista curtir no forró da caipirinha... ali não existe agora nada!O Pelourinho foi derrubado na voragem do movimento abolicionista, deixando-nos sem saber de que estilo seria: em bola, em pinha, manuelino ou em gaiola extravagante?Mas o embuste continua...Vá descontraidamente ao "Shopping da Barra" na esperança de comprar sandálias nº37 para sobrinhas e enteadas para quem o Brasil é o paraíso do "biquini".Duas horas depois e 22 "oi's" mais tarde, você percebe, finalmente, que 37 na Europa corresponde a 35 no Brasil e consegue, enfim, fazer negócio, para alívio de todos que aguardam vez por entre um amontoado de caixas e uma vendedora bem fornecida que ainda hoje se interroga de que país sul-americano nós seríamos.Regresse, então, ao hotel carregado de sacos suando nos 34 graus à sombra e 90% de humidade em táxis sem ar condicionado. Você vai querer pagar. O motorista diz: "Meia dois". Agora é a sua vez: "Oi?".Mentiram p'ra você quando disseram que o único problema era a segurança. Isto aqui não é nada fácil! Sabem como se chamam os habitantes de Salvador? Todos pensaríamos num gentílico normal: salvadorenses ou salvadorenhos. Até podiam ser salvadores. Sei lá! Mas não, são soteropolitanos!!!Definitivamente, isto não é nada fácil.
Jorge F. Pinheiro
9 de Abril de 2008
PARTICIPARAM ATÉ AGORA: Peri S.C. + Eduardo + Fernando + Adelino + Guga + Ery + Vi + Claudio + Sonia + Santilli + Maria Augusta + Jorge F. Pinheiro +

22 comentários:

Anônimo disse...

Só- Poesias e outros itens disse...
Falando em link, adorei a nova proposta do "Conta um", vou fazer referência, no só poesia...
Bjs.


JU Gioli

Eduardo P.L. disse...

Estava postando meu "conto" quando vi esta notícia na internet:

Feto é encontrado em banheiro de avião da Continental Airlines

Funcionários de limpeza da companhia aérea Continental Airlines encontraram um feto humano em uma lata de lixo no banheiro de um avião que havia feito o trajeto Nova York - Houston.
A imprensa local informou hoje que as autoridades americanas investigam o caso para identificar o mais rápido possível quem teria sido o passageiro que abandonou o feto na aeronave.

Além disso, os agentes estão aguardando os resultados da autópsia para determinar se ele tinha condição de sobreviver. Fontes do serviço especial do FBI (polícia federal americana) citadas por esses veículos de comunicação asseguraram que, se for verificado que houve crime, o organismo trabalhará junto com a polícia de Houston para esclarecer o caso.

O feto foi encontrado por funcionários da companhia uma hora depois de os passageiros desembarcarem no aeroporto George Bush Intercontinental de Houston (Texas) no domingo à tarde.

EFE

Agora não falta mais nada!

chicoelho disse...

Eduardo
Parabens,pela otima ideia,agora poderei contar minhas estorias.
Abç

Eduardo P.L. disse...

É isso aí!
Estamos esperando por elas!
Pelas estórias, Chico!

Forte abraço, e obrigado pelo apoio de sempre!

n©n disse...

Eduardo,
fico super feliz que tudo isto se tenha iniciado com as BLOGOMOÇAS, lá do NON.

Vou estar atenta e participar em breve.
Aqui está o novo cadáver!!!!

:-)

Beijo
S.

Eduardo P.L. disse...

Longe de mim querer competir com o sucesso e qualidade do CADAVER!
Isto aqui é sim filhote do seu CADAVER, e tem muito que crescer!

Bjs e muito obrigado pelo apoio.

Sonia disse...

Contra o meu medo de andar de avião nenhuma estatística que mostre a sua segurança resolve... Me consola esse texto do escritor Henry Miller: (...) O homem foi feito para andar na terra e singrar os mares, a conquista dos ares foi reservada para um estágio posterior de sua evolução quando tiver desenvolvido asas de verdade e assumido a forma de anjo que é em essência".

claudio boczon disse...

Pegando o gancho da Sonia, não lembro qual dos caras da bossa-nova disse que não gostava de avião porque:

- é mais pesado que o ar;
- tem motor a explosão e
- foi inventado por brasileiro

e que só voaria quando avião batesse as asas.

se é que a memória está me traindo e foi outrem quem disse isso.

Luci disse...

brilhante idéia, Eduardo! e os 'frequentadores' são de 1ª linha (Guga e Boczon são D+!!!) - espero ter cacife pra me juntar ao grupo!
e só pra não dizer que eu não entendo de avião(rs!), ontem postei sobre o tema - se bem que a coisa desvirtuou no final!
bj pra todos!!!

Eduardo P.L. disse...

Sonia,

Claudio,

Luci,

estou a bordo da GOL, e chegando em SP, postarei, icluso o do Santilli, no comentáio abaixo.

Obrigado pela visita, comentário, e apoio.

Abçs

peri s.c. disse...

Boczon

Essa frase é do Vinícius de Morais.

GUGA ALAYON disse...

Eu poderia contar sobre as 4 vezes que caí de avião, mas estou sem tempo...









... e o primeiro de abril acaba daqui a poucas horas.
Fica para outro tema então.
abçs

ery roberto disse...

Contavam dois amigos, com os quais trabalhei durante alguns anos e que viajavam freqüentemente a serviço, que no aeroporto combinaram uma sacanagem tão logo ouvissem a mensagem da tripulação. Eles estavam um tanto "mamados", digamos. Embarcados, fingindo não se conhecerem, um sentado lá no fundo, outro cá quase sobre as asas, veio a transmissão: "Senhoras e senhores, benvindos à bordo. Este é o vôo 'XYNX' da 'cia tal', com destino a Brasília. O comandante Xavier e sua tripulação..."

O de lá do fundo levantou gritando: - "Comandante Xavier????!!!!! Não!!!!

O de cá da frente também levantou e já foi perguntando:

- "Comandante Xavier!!! Você também estava naquele vôo pra Recife? Meu Deus! Nãããããooooooooo!!! Quero descer, eu não vou passar tudo aquilo de novo, socorro!!!

Os passageiros começaram a se agitar, foi um grande rebuliço, e não fosse a rápida intervenção de um comissário boa praça que tratou de acalmar os ânimos, depois de ficar sabendo que tudo era brincadeira, a decolagem teria sido suspensa e meus dois amigos certamente teriam ficado na Polícia Federal.


Coisas de quem acha que viajar de avião é motivo pra beber todas no aeroporto.

peri s.c. disse...

O pavor do Vinícius de Morais tem uma razão sólida : ele estava num DC-3 ( um antigo bi-motor à hélice ), que fez um pouso de emergência e quando o avião bateu na pista, soltou-se a hélice do motor. Ela foi jogada para dentro da cabine e cortou no meio o passageiro que estava exatamente na frente do Vinícius.

Sonia disse...

Claudio, quem falou que o avião é mais pesado que o ar, etc .... foi Vinícius de Moraes.

Ainda segundo o Ruy Castro, em seus ótimos livros de citações, quando a aeromoça perguntou a
Milton Campos,(jornalista e político) que estava passando mal, se ele estava sentindo falta de ar, ele disse: "Não, eu estou sentindo falta de terra."

claudio boczon disse...

Eduardo, já de minha parte, nunca precisei andar de avião para beber.

Falando nisso, (hic) Fernando, pra que lado é meshmo o éroporto? (hic)

peri s.c. disse...

Primeira vez em Campo Grande, uma prima de Mme. Peri chega para mim : " - Você não que conhecer o Pantanal ? Meu marido alugou um avião e amanhã vai visitar cinco fazendas para decidir se compra uma delas. Aproveita, eles vão voar por todo o Pantanal , vai ser um passeio ótimo. "
Eu conhecia muitas histórias dos aviões e dos malucos que voam na Amazônia, garimpos, Pantanal. Puxei de lado meu cunhado e pedi para ele investigar direito a história de avião alugado. Voltou logo, sorridente : " Pode ir tranquilo, o Chico contratou o V.P., o melhor piloto aqui da região, conhece tudo como a palma da própria mão, e o avião dele é ótimo , tem até ... rádio. "

Adelino disse...

Eduardo, vamos lá, e é real mesmo:
"O nosso professor de Literatura passou a aula toda falando de Gabriela Mistral. No final da aula, pediu que fizéssemos para entregar na aula seguinte um trabalho sobre ela. Um colega nosso, muito distraído, escreveu duas páginas sobre "o grande 3educador chileno GABRIEL AMISTRAL..."
Grande abraço

Adelino disse...

Eduardo, agora sim, entendi o "esp�rito da coisa", o tema � medo de voar. Vou contar uma verdadeira.

T�nhamos um amigo quase adolescente ainda, que viajaria de avi�o para S�o Paulo, local em que prestaria o vestibular para a USP.
Nunca tinha entrado num avi�o. Fomos lev�-lo ao aeroporto. Ele tremia. Para anim�-lo, informamos que o Dr. Praxedes, um influente industrial da cidade ia tamb�m fazer o mesmo v�o. Aconselhamos que ele se sentasse na poltrona ao lado do Dr, um veterano nessas viagens, cheio de confian�a.
Tudo bem, o avi�o levantou v�o.

Na vez seguinte, quando o vimos novamente perguntamos se tinha sentido algum medo j� que viajar aoa lado do Dr. Praxedes. E ele:
- Que nada. Foi pior. Quando o avi�o come�ou a correr pela pista, ele meteu a m�o no bolso, tirou um ter�o e come�ou a rezar em volta alta... Eu fui quem o acalmou...
Grande abra�o, Eduardo.

Só- Poesias e outros itens disse...

Eduardo,
ainda não enviei a minha contribuição porque todos falam de medo, ou fatos curiosos.Eu quando vou para o aeroporto ,entro em estado de graça, feito criança comendo pipoca no circo. E, não encontrei nada engraçado para dizer. Gosto ainda mais quando sento na poltrona e sei que vou olhar tim-tim por tim-tim todo céu a minha volta, e nem reparo nas aeromoças. Adoro a sensação de viajar, e quanto mais tempo, melhor ainda.

bjs.

JU Gioli

Maria Augusta disse...

Este foi um fato real que aconteceu há alguns dias (ainda bem, assim posso contá-lo aqui). Um avião das Linhas Aéreas do Vietnã estava chegando em Paris vindo da cidade de Ho Chi Min. Quando se preparava para aterrissar, o alto-falante anunciou que havia um problema técnico e eles iam fazer um pouso de emergência. Os passageiros deveriam todos se colocar em posição para isto.
O pânico se espalhou e entre preces e gritos, viram o avião se aproximar da pista e pousar suavemente. Aliviados, perceberam que as aeromoças e os passageiros não franceses haviam enfrentado tudo com muita fleugma, pois nem entraram em pânico. A explicação : não havia problema técnico nenhum, houve um engano na gravação sonora em francês, que não foi percebido pela tripulação que não conhecia esta língua. Como ela era pré-gravada, eles se enganaram no momento de passá-la...e agora vão te que desembolsar uma bela soma para compensar os danos psicológicos causados pela "brincadeira". Pois alguns acham que foi uma brincadeira pois foi na véspera de primeiro de abril!

Eduardo P.L. disse...

Por curiosidade entrei no GOOGLE e achei 4520 histórias de aeromoças...
entre elas este artigo bem interessante sobre o assunto:
Aeromoças, uma profissão entre o glamour, a mídia e o medo
Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Aeromoça demonstra procedimento de segurança: a realidade da profissão
Enquanto no Brasil aeromoças ainda posam para revistas masculinas, sua profissão assume novos aspectos em tempos de turismo de massa, terrorismo e profissionalização.
Chegando às bancas nesta semana, a edição de setembro da revista Playboy brasileira traz como atração três aeromoças demitidas da Varig. Não é a primeira vez que revistas masculinas usam as profissionais do ar em suas páginas.
Já nos anos de 1980, a edição norte-americana da mesma revista usava regularmente o mesmo tema. A exploração midiática de uma profissão conhecida como feminina atingia o seu ápice, após sua imagem de glamour – utilizada como instrumento de venda nos anos de 1960 e 1970 – ter se exaurido por tanta comercialização da mídia.
Como propagava o filósofo francês Jean Baudrillard por ocasião da Guerra do Golfo, o que acontece na mídia não acontece na realidade. Um trabalho acadêmico da renomada Universidade Humboldt de Berlim e profissionais da área dão maiores esclarecimentos sobre a profissão, cuja verdadeira imagem, em época de turismo de massa, ameaças terroristas e profissionalização, parece ser bem outra.
Os zepelins e as enfermeiras
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Os 'anjos da guarda' dos primeiros tempos
Tudo começou com o zepelim. Os primeiros profissionais do ar, até o início da década de 30, eram todos homens, afirma Carolyn Ammann, que defendeu a tese de mestrado na Universidade Humboldt com o tema Aeromoça – Aspectos da história da fascinação de uma profissão feminina.
Como objeto de estudo, Ammann observa a evolução da imagem da profissão, dos primórdios da aviação até os dias de hoje.
No fundo, afirma Ammann, esta imagem acompanhou a própria evolução da aeronáutica. A precariedade dos instrumentos de orientação dos primeiros tempos da aviação comercial e a pouca autonomia de vôo faziam do voar uma aventura. Não foi à toa que as primeiras profissionais eram enfermeiras, usando inclusive uniformes de enfermeiras durante o vôo.
Mulher, jovem, solteira e enfermeira: eram estas as condições de admissão da United Air Lines, no início de 1930. O sucesso do empreendimento foi repetido por todo o mundo. Desde então, afirma Ammann, a profissão ganhou a imagem ideal de uma determinada feminilidade, escondendo assim o duro trabalho que envolve.
Os anos dourados da aviação
O desenvolvimento da aeronáutica durante a Segunda Grande Guerra permitiu aeronaves maiores e mais seguras, as hélices foram substituídas por turbinas e já nos anos de 1950, a profissão de aeromoça perdia somente para a de modelo e estrela de cinema, na escala dos sonhos das jovens.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Imagem de glamour até os anos de 1970Com aviões mais seguros, a imagem de "anjo da guarda" pôde ser substituída pela do glamour e, no cinema dos anos 60, o papel de aeromoça era tratado como um verdadeiro troféu para homens de boa situação financeira. A Branniff, companhia aérea texana, foi uma das que mais exploraram a nova imagem de suas funcionárias, vestindo-as com uniformes desenhados por designers famosos e batizando seus aviões com nomes femininos.
Seu lucro logo duplicou, explica Ammann. Neste caso, a aeromoça não somente aparecia na propaganda, a propaganda era ela própria, mas não como aeromoça e sim como imagem feminina.
Outras companhias também seguiram o mesmo exemplo: "Vou processar a Varig pela minha separação", anunciava uma dona-de-casa com avental e espanador numa propaganda da Varig de 1962, relata Ammann em sua pesquisa. Na mídia e na propaganda, a imagem da profissão era quase sempre feminina, enquanto o passageiro e o capitão eram homens. Ammann explica que a exacerbação da exploração comercial desta imagem da aeromoça resultou na sua vulgarização.
Gravatas e lenços de pescoço
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Na Alemanha, a profissão não é considerada como femininaA partir da década de 1970, organizações sindicais começaram a lutar pela abolição de cláusulas como a proibição do matrimônio e o limite de idade. Ao mesmo tempo comissários de bordo passaram a ser contratados com maior freqüência, explica Ammann.
Em entrevista a DW-WORLD, o chefe de cabine Dirk Schäfer e o comissário brasileiro Carlos Brito, ambos funcionários da companhia aérea alemã LTU, confirmam o que Ammann constatou: sua profissão é feminina só na imagem. "O número de funcionários homens sobe diariamente", afirmam os comissários.
Juntamente com o desgaste da imagem da profissão, as duras regras de aceitação levaram as companhias a contratarem cada vez mais homens, sendo a Alemanha um dos países onde a profissão de aeromoça não pertence às chamadas profissões femininas, já que a taxa de profissionais masculinos ultrapassa os 20%.
Uma evolução que historicamente acompanha a introdução de jatos com maior capacidade de passageiros e a liberalização do setor, fatos que abriram o caminho para o turismo de massa.
Depois do 11 de setembro
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Todos estão mais atentos', afirma BiondoAmmann explica ainda que a necessidade de segurança provocada pelos atentados de 11 de setembro de 2001 relembra os primeiros tempos da aviação. Desta vez, não é mais a enfermeira que é requisitada, mas algo como a babá.
Fabio Biondo, comissário de bordo da Lufthansa, afirma que "já no treinamento, somos confrontados com o problema da segurança".
Apesar de estar ali para demonstrar segurança aos passageiros, o medo também começou a fazer parte de seu cotidiano, afirmou um dos comissários entrevistados. Desta forma, a realidade atual da profissão pouco tem a ver com aquela vendida na mídia, afirma Ammann. A edição da revista masculina com as aeromoças da Varig confirma que, mesmo quando o emprego se vai, a imagem fica.

Carlos Albuquerque

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