METAMORFOSE



Conte o seu

Musicalmente eu tenho andado na fase “Raul Seixas”.
Passo horas do dia ouvindo seus cds e especialmente “Metamorfose Ambulante”. É uma música genial, que fala da necessidade de mudar, de desdizer, de (se) contradizer o tempo todo. E como toda obra de arte é o que não é falado (o subtexto) que é o mais importante.
“Metamorfose Ambulante” é sobre insatisfação, sobre a vontade de ser ”inadaptado”, sobre a consciência de ser incoerente e a incoerência de ser consciente.
“Respeite as tradições”, “estabilize-se na vida”, “entre no esquema”, “não pise na grama”. Parece que é isto que o mundo politicamente correto nos diz sempre, silenciosamente, insidiosamente, nos transformando naquilo que não queremos ser. E ficamos engessados em empregos ruins, relações inócuas, amores amargurados, fórmulas pré-concebidas, regras universais.
Quantas vezes eu quero trabalhar num domingo às 7 da manhã, dormir às duas da tarde, ouvir o som da penumbra, embebedar as segundas-feiras, destruir os ícones, me irmanar com os bichos, rir com meus olhos míopes, chorar de desejo, rir de tristeza, repetir o que nunca foi feito e me deixar levar pra longe, pra chegar perto eu não sei nem de quê.
E aí eu escrevo!


Victor Colonna

4 comentários:

adelaide amorim disse...

Que delícia de conto, Victor!

Mães e afins disse...

Oi
Vim te ver a partir do ex-critor.
Gostei do seu texto e concordo. SEria bom dormir as 2 e trabalhar as 5 da manhã.
Hoje, pensei sobre liberdade.
O que é isso?
Te aguardo la em "casa"
Bjks

Eduardo P.L disse...

Mirian,

obrigado pela visita e comentário. Volte sempre!
Em nome do Victor agradeço!

sonia a. mascaro disse...

Gostei bastante do seu texto!
Um abraço.

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conte o seu : qcucaup@gmail.com